PESQUISA: OBRAS "NÃO OBJETOS" + ARTISTAS CINÉTICOS

Lygia Clark - Objetos Sensoriais (Não-objeto)

É uma série de obras onde a artista propõe a transferência do “poder” da obra para as o observador,

como se as obras passassem a precisar do próprio corpo do indivíduo que a está observando para

acontecer, o tornando parte dela e fazendo com que ela mude, não tendo sua forma e sentido “presos".

São consideradas não objetos por não serem objetos concretos, fixos e com funções definidas, as obras variam completamente a depender de como são vistas e utilizadas pelos observadores e pelo mais importante das obras não serem elas em si ou o material, mas a relação, a interação e a experiência que ela gera.

Entre as diversas obras da série temos:


Ping Pong

São bolinhas de ping-pong dentro de uma embalagem plástica, com uma metodologia parecida com a obra “Água e conchas”, onde a movimentação e o ponto de vista do observador mudam completamente a obra.

Diálogo de mãos

É uma fita de Moebius elástica atada aos pulsos dos participantes, que varia de acordo com o movimento das mãos, fazendo com que a obra seja livre e sem uma referência específica, ela se apresenta por si só


Água e Conchas

São duas embalagens transparentes contendo água e pequenas conchas dentro delas, fazendo com que,a depender do movimento do propositor que a segura e da maneira de observá-las, elas se disponham de maneiras diferentes e possam ser observadas e interpretadas de diversas formas.

Não objeto de Iole de Freitas

O Não-objeto “O peso do ar”, é um objeto que rompe com a ideia de algo fechado, estático e com um único sentido. Esse trabalho pensado para a Carbono vem de uma série que a artista chama de "Derretidas" onde ela busca amolecer o aço e marcar o gesto que sempre esteve presente no seu trabalho, buscando repetir diversas vezes como uma coreografia deixando sua originalidade no projeto. O interessante sobre o não objeto é que mesmo havendo diversas curvas, o mesmo não possui começo, meio e fim.

                                          

O primeiro contato de Iole de Freitas com a arte deu-se através da dança, elemento que a acompanha de maneira visível por toda a carreira. Durante os anos 1990, da arquitetura, cria obras que se relacionam diretamente com o espaço real.
Para o crítico Paulo Sérgio Duarte, “os trabalhos [de Iole de Freitas] apontam para nossa ignorância. Obrigam a percepção ao esquecimento. Exigem nova organização sensível. Não figurado e distanciado, o corpo continua a porta, agora invisível, de acesso. Do corpo temos de partir para reinventar o espaço. Esse que não sabemos e está nos trabalhos”.


“Losange virtuel sur font noir” de Julio LeParc


Losange Virtuel sur font NOIR” é composto por peças espelhadas que são suspensas por fios de nylon fixadas em uma placa de madeira revestida de uma superfície preta. Os fios são tencionados de forma que as peças possam se movimentar de forma independente com as correntes de ar e criando efeitos óticos em contraste com o fundo.





Pira olimpica Rio 2016 de Anthony Howe


“[...] ela representa o sol e se movimenta com o vento, fontes de energia que devemos buscar. [..] “Nossa pira é um híbrido, um móbile que se movimenta pelo vento e reflete o fogo. [...] Essas esculturas cinéticas, de Anthony Howe, são tão complexas que ele utiliza um software especializado para simular tudo antes de construir as peças de metal.”


Antimobília de Fyodor Pavlov Andreevic

Diferentemente da maioria de seus trabalhos ao vivo anteriores, na série “Antimobília”, Pavlov-Andreevich substitui sua presença física pela dos visitantes, dando origem a um corpo performático coletivo, os provocando a refletir sobre seus medos e suas possibilidades de enfretamento.

A coleção projetada para inspirar a imaginação convida o público visitante a entrar e brincar por meio

de ações como deitar, sentar, escalar e se esconder, habitando temporariamente o conjunto de peças

para criar sua própria experiência de “Antimobília”.


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